Eu não sabia quem era a Brenné Brown, até que um dia, ao ficar zapeando na Netflix, achei um documentário-palestra dela. Não sei porque razão resolvi assistir, com tanta coisa que estava atrasada e queria conferir, como Stranger Things, que não assisti sequer um episódio da última tempora, ou a Casa de Papel, que todos comentam e não parei para ver um único episódio. Mas o fato foi que assisti toda a palestra e, talvez por estar sensível nesse dia, até me emocionei em alguns momentos. Ela é Assistente Social que tinha um "vício" em entrevistar e entender pessoas. Certa vez, foi convidada a fazer uma palestra curta num TED regional nos EUA. O vídeo viralizou. No início, ressalta que ficou apavorada, quis sumir, porém, apesar de ter sofrido algumas críticas negativas, a maioria foi em sentido positivo e repercutiram mundo afora.
terça-feira, 26 de outubro de 2021
a anestesia não é seletiva
E tanto sucesso foi que a convidaram, algum tempo depois, para palestrar no TED nacional. Daí para o mundo, foi questão de semanas. Brenné, pelo que entendi, já tinha livros publicados, mas depois disso, escreveu mais alguns e todos viraram sucesso.
No embalo da palestra, consegui achar o livro que embasa a palestra, a "Coragem de Ser Vulnerável". Na minha concepção, ela, como palestrante, é muitíssimo melhor que escritora. Achei o livro chato, repetitivo, com exemplos bobos, bem diferente da palestra elétrica e animada que fez via Netflix. Mas uma frase no livro - que agora está com a minha irmã mais nova - me marcou - e justamente foi a redenção de tê-lo lido até o final.
É justamente quando fala dos vícios. E das anestesias. É meio óbvio, mas pode não ser. Não sei se uso os termos exatos, mas o que compreendi é que "a anestesia não é seletiva", ou seja, se você usa drogas, se bebe ou faz uso de medicação, estes vão agir no seu corpo e mente de forma completa, ou seja, não há como escolher alguma parte que não será afetada, quer dizer, não posso escolher a parte que não será afetada. Todas serão. Entendo isso. Quando bebo, penso em ficar calma, alegre e divertida. Porém, se beber me ajuda a segurar a ansiedade, também me limita e/ou bloqueia outros aspectos de mim, como a capacidade de reagir, de pensar, de tomar decisões. E estou falando num aspecto geral, pois se for analisar caso a caso, nas vezes que estive nessa condição, a anestesia pode ser mais ampla.
Desde então, não consigo deixar de pensar nisso e os impactos decorrentes.
E hoje, ao me sentir descompensada, irritada e quase descontrolada, optei por beber, mesmo tendo me prometido que não faria isso. Após descumprir promessa feita a si mesma, não é fácil manter o equilíbrio.
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